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Antônio
Vieira
O
padre Antônio Vieira nasceu em Lisboa a
6 de fevereiro de 1608 e morreu na cidade de Salvador
(Bahia) a 18 de julho de 1697.
Com
apenas seis anos de idade partiu, com sua família,
para o Brasil. Fixaram-se na Bahia, onde o jovem
iniciou os estudos num colégio de padres
jesuítas. Depressa se distinguiu entre
os seus colegas, pelos dotes de invulgar inteligência
e pela sua admirável eloqüência.
Depois de ter lecionado Retórica, Filosofia
e Teologia, ordenou-se no ano de 1635, para em
seguida começar a sua brilhante carreira
de pregador, em diversos púlpitos das igrejas
de cidades baianas.
Em
1641, voltou a Portugal, na comitiva de D. Fernando
Mascarenhas, levando já consigo a fama
de mestre orador. Perante os fiéis dos
mais importantes templos de Lisboa, proferiu
sermões que ficaram memoráveis.
Depois
de quarenta anos, passados atribuladamente na
Europa, dois dos quais consumidos nas masmorras
da Inquisição, por ter sido falsamente
acusado de defensor dos judeus, regressou ao
Brasil em 1681, onde permaneceu o resto da vida.
O
padre Antônio Vieira é considerado
um dos mais fulgurantes clássicos da língua
portuguesa Famosa orador e dominando com verdadeira
mestria a arte de improvisar, pronunciou sermões
que ainda hoje são tomados como modelos,
em muitos cursos de retórica e oratória.
Os
Sermões, de Vieira, tiveram inúmeras
edições, a primeira das quais data
de 1679. Vários trabalhos seus foram posteriormente
publicados. Entre eles, destacam-se as Cartas,
cuja melhor edição foi feita em
Coimbra, em 1825, e as Obras Completas, que abrangem
vinte e seis volumes, onde estão incluídos
sermões, cartas, estudos políticos
e literários, e que foram publicadas entre
os anos de 1854 e 1858.
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