7 April, 2003 10:43
 
Machado de Assis

        Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro a 21 de junho de 1839 e morreu na mesma cidade a 29 de setembro de 1908.
        Seus pais eram bastante humildes. Para ajudá-los, Machado de Assis empregou-se como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional. Nessa época, começou a escrever os primeiros versos, alguns dos quais foram publicados no jornal A Marmota. Em 1860, foi convidado por Quintino Bocaiúva para colaborar no Diário do Rio de Janeiro.
        Machado de Assis é considerado um dos maiores talentos literários brasileiros de todos os tempos. Suas obras são repassadas de um fino humor irônico, onde a elegância do estilo se confunde com a correção da linguagem. O tom melancólico de muitos dos seus livros reflete, sem dúvida, a personalidade amargurada de um homem doente -- era epilético.
        A primeira vez que o seu nome apareceu num livro foi, como tradutor, em Queda Que as Mulheres Têm Para os Tolos. Depois disso, publicou várias peças teatrais; a mais fammsa foi Teatro,
em 1863. Porém, só no ano seguinte é que foi verdadeiramente assinalada a sua estréia literária, com o livro de poesia Crisálidas. Em 1870 tornou a publicar um nôvo livro de poemas, Falenas, e outro intitulado Contos Fluminenses. A partir daqui, o público e a crítica consagraram seus méritos de escritor. Tinha começado a vertiginosa subida da sua carreira literária, que só a morte pôde sustar.
        Machado de Assis foi o principal fundador da Academia Brasileira de Letras e o seu primeiro presidente. Ocupou a Cadeira N.º 23, cujo patrono é José de Alencar.

Obras
JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS. Rio
de Janeiro, RJ, 1839-1908. Obras principais - poesia:
Crisálidas, 1864; Falenas, 1870; Americanas, 1875;
Poesias Completas, 1901 - conto: Contos Fluminenses,
1870; Histórias da Meia-Noite, 1873; Papéis Avulsos,
1882; Histórias sem Data, 1884; Várias Histórias,
1896 - novela: Casa Velha, 1944 (póstuma) - romance:
Ressurreição, 1872; A Mão e a Luva, 1874; Helena, 1876;
Iaiá Garcia, 1878; Memórias Póstumas de Brás Cubas,
1881; Quincas Borba, 1891; Dom Casmurro, 1899; Esaú
e Jacó, 1904; Memorial de Aires, 1908 - teatro: Desencantos,
1861; Teatro: O Caminho da Porta e O Protocolo, 1863;
Quase Ministro, 1864; Os Deuses de Casaca, 1866; Uma Ode
a Anacreonte, 1870; O Bote de Rapé, 1878; Antes da Missa,
1878; Tu Só, Tu, Puro Amor, 1881; Não Consultes Médico,
1896; Lição de Botânica, 1906 - crônica e crítica literária:
Queda que as Mulheres Têm para os Tolos, 1861; Páginas
Recolhidas, 1899; Relíquias da Casa Velha, 1906; Outras
Relíquias, 1910 (póstuma); Crítica, 1910 (póstuma); A Semana,
1914 (póstuma); Novas Relíquias, 1932 (póstuma); etc.
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