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Machado
de Assis
Joaquim
Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro
a 21 de junho de 1839 e morreu na mesma cidade
a 29 de setembro de 1908.
Seus
pais eram bastante humildes. Para ajudá-los,
Machado de Assis empregou-se como aprendiz de
tipógrafo na Imprensa Nacional. Nessa época,
começou a escrever os primeiros versos,
alguns dos quais foram publicados no jornal A
Marmota. Em 1860, foi convidado por Quintino Bocaiúva
para colaborar no Diário do Rio de Janeiro.
Machado
de Assis é considerado um dos maiores talentos
literários brasileiros de todos os tempos.
Suas obras são repassadas de um fino humor
irônico, onde a elegância do estilo
se confunde com a correção da linguagem.
O tom melancólico de muitos dos seus livros
reflete, sem dúvida, a personalidade amargurada
de um homem doente -- era epilético.
A
primeira vez que o seu nome apareceu num livro
foi, como tradutor, em Queda Que as Mulheres Têm
Para os Tolos. Depois disso, publicou várias
peças teatrais; a mais fammsa foi Teatro,
em 1863. Porém, só no ano seguinte
é que foi verdadeiramente assinalada a
sua estréia literária, com o livro
de poesia Crisálidas. Em 1870 tornou a
publicar um nôvo livro de poemas, Falenas,
e outro intitulado Contos Fluminenses. A partir
daqui, o público e a crítica consagraram
seus méritos de escritor. Tinha começado
a vertiginosa subida da sua carreira literária,
que só a morte pôde sustar.
Machado
de Assis foi o principal fundador da Academia
Brasileira de Letras e o seu primeiro presidente.
Ocupou a Cadeira N.º 23, cujo patrono é
José de Alencar.
Obras
JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS. Rio
de Janeiro, RJ, 1839-1908. Obras principais -
poesia:
Crisálidas, 1864; Falenas, 1870; Americanas,
1875;
Poesias Completas, 1901 - conto: Contos Fluminenses,
1870; Histórias da Meia-Noite, 1873; Papéis
Avulsos,
1882; Histórias sem Data, 1884; Várias
Histórias,
1896 - novela: Casa Velha, 1944 (póstuma)
- romance:
Ressurreição, 1872; A Mão
e a Luva, 1874; Helena, 1876;
Iaiá Garcia, 1878; Memórias Póstumas
de Brás Cubas,
1881; Quincas Borba, 1891; Dom Casmurro, 1899;
Esaú
e Jacó, 1904; Memorial de Aires, 1908 -
teatro: Desencantos,
1861; Teatro: O Caminho da Porta e O Protocolo,
1863;
Quase Ministro, 1864; Os Deuses de Casaca, 1866;
Uma Ode
a Anacreonte, 1870; O Bote de Rapé, 1878;
Antes da Missa,
1878; Tu Só, Tu, Puro Amor, 1881; Não
Consultes Médico,
1896; Lição de Botânica, 1906
- crônica e crítica literária:
Queda que as Mulheres Têm para os Tolos,
1861; Páginas
Recolhidas, 1899; Relíquias da Casa Velha,
1906; Outras
Relíquias, 1910 (póstuma); Crítica,
1910 (póstuma); A Semana,
1914 (póstuma); Novas Relíquias,
1932 (póstuma); etc.
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