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9 April, 2003 10:27
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Memórias de um sargento de milícias -
Manuel Antônio de Almeida - Romantismo
Única
obra de relevo de Manuel Antônio de Almeida,
foi publicada em folhetins entre junho de 1852
e julho do ano seguinte sobre o pseudônimo
"um brasileiro".
Em
vez doas salões aristocráticos e
dos ambientes sofisticados, a ação
de Memórias... se passa nas ruas e casebres
do Rio de Janeiro do "tempo do rei"(D.
João VI). A linguagem é coloquial,
próxima da fala do povo, e teve grande
aceitação entre o público.
O romance retrata de modo picaresco a sociedade
carioca; as festas, batizados, procissões.
É o romance de costumes. A obra de Manuel
Antônio de Almeida permaneceu como a mais
adulta e envolvente da época. Devido a
isso, é considerado como romance pré-realista,
apresentando contudo vários pontos de contato
com o Romantismo, como por exemplo o estilo frouxo,
a linguagem descuidada e o final feliz.
O
meirinho Leonardo Pataca - pai de Leonardo - conhece
no navio Maria das Hortaliças. Maria, já
no Brasil, é flagrada pelo marido com outro
homem e foge para Portugal. Leonardinho é
desprezado pelo pai e vai ser criado pelos padrinhos,
o Barbeiro e a Parteira. Desde pequeno provou
que não queria nada com preocupações
na vida, era preguiçoso e desordeiro. A
vida de Leonardo se dá na dimensão
da malandragem Conhece Luisinha, moça que
ele primeiro descreve como "sem graça"
mas depois começa a gostar dela. Adolescente,
foi viver com Vidinha e graças à
sua malandragem foi preso e engajado como soldado
de milícias. E tinha como chefe o terrível
Major Vidigal. Ainda assim ele foi preso mais
uma vez, mas contou com a sorte de ter uma senhora,
ex-amante do Major Vidigal, para inteceder por
ele. Além de ter sido solto, recebe uma
promoção e passa a ser sargento
de milícias. Por fim, ele se casa com a
agora viúva Luisinha, rendendo-se ao ideal
romântico (o primeiro amor).
Renato Lima
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